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Sessão de esclarecimento sobre o lítio em Montalegre não foi fácil


Participada, difícil, dura, interventiva e que deixou muito a desejar, foram os adjetivos que usaram os variados intervenientes para classificar a sessão de esclarecimento sobre o lítio, promovida pela autarquia e que encheu o auditório municipal de Montalegre

Para o Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, esta «foi uma sessão muito participada e é o que importa realçar. Houve vontade de confrontar os palestrantes com as dúvidas que as pessoas têm. Também assistimos a gente que não percebeu ou não quis perceber. Não estavam preparados para ouvir algo que fosse diferente da sua forma de pensar. Não é dessa forma que construímos o Mundo, nem é dessa forma que fazemos a abordagem a um grande problema que mexe com o quotidiano das pessoas. Mas também assistimos ao extremismo de pessoas que não dispensam o telemóvel, o automóvel ou a energia elétrica. O que estava em causa era trazer a ciência, a universidade, para explicarem à população o que é o lítio e o porquê da necessidade de se atacar este desígnio e o porquê de ter sido integrado numa estratégia europeia e nacional. Estaremos sempre ao lado das populações. Foi isso que eu disse num encontro em Morgade. Não vamos, de forma alguma, deixar de estar ao lado dos interesses das populações porque é legítimo, são eles que ali moram».

Fernando Noranha da Faculdade de Ciências do Porto, classificou a sessão como «...difícil. Vim cá no sentido de esclarecer alguma coisa que tenho lido, nomeadamente nos meios de comunicação social. Falo de afirmações que dizem que o lítio é radioativo, que há problemas de radão, de contaminação, que é perigoso. Pensei que podíamos esclarecer alguma coisa nesse sentido. Compreendo as preocupações da população mas não podemos falar de impactos porque não sabemos concretamente o que está previsto. Costumo ensinar que desde a consolidação de se saber que existe um jazigo até ao início da exploração envolve, no mínimo, oito anos, num país desenvolvido. Isto não é para produzir amanhã minério. Hoje em dia, há todos os meios para que as pessoas estejam bem informadas acerca do projeto. Há a obrigação de fiscalização e entrega de relatórios mensais. Tratou-se de uma sessão difícil mas essa é a nossa missão e eu já estive em muitas deste género. Continuo a defender para que os recursos do nosso país sejam explorados, mas bem explorados».

Ana Maria Antão do Instituto Politécnico da Guarda diz que «foi uma sessão interventiva. Não sei se estava representada a população do concelho ou da freguesia envolvida porque não conheço. Não sei se foi proveitosa para as pessoas porque não nos interrogaram sobre o nosso conhecimento e o contributo que podíamos ter dado. Esqueceram-se que fiz mais de 400 quilómetros, mas perdi um dia para vir falar do que sei e não do que não sei. Não faço especulações porque já não tenho idade para isso. Fiquei triste com isso, sobretudo, porque sou de cá».

Quanto ao Presidente da Junta de Freguesia de Morgade, José Luís Nogueira disse que «a sessão deixou muito a desejar. As pessoas vieram aqui para ouvirem falar sobre os impactos da mina e da possível minimização desses impactos. Na realidade, saímos daqui com "uma mão cheia de nada e a outra de coisa nenhuma". As respostas que as pessoas da freguesia precisam de ouvir estão relacionadas com os impactos que esta exploração vai ter. Limitamo-nos a ouvir falar de lítio e isso não chega. A população continua mobilizada e a lutar. Vamos até às últimas consequências».

Mais informações em slides que poderão ver aqui.

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