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Apresentado Coro Académico do Politécnico de Viana do Castelo

Foi apresentado oficialmente o coro académico do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Constituído maioritariamente por elementos da Academia Sénior, o Coro Académico conta já com meia centena de elementos e fez a sua apresentação oficial no auditório Professor Lima de Carvalho, do edifício dos Serviços Centrais do Politécnico de Viana do Castelo.





coro com homens e mulheres posando para a foto numas escadas

Sob a batuta do maestro Vítor Lima, o Coro cantou e encantou a plateia.

 

"Ainda é conhecida por muitos como a doutora Martinez, mas, para os colegas mais recentes, é apenas a Arminda. Há uma década, Arminda Martinez, hoje com 82 anos, viu na primeira edição da Academia Sénior do IPVC uma oportunidade para voltar ao ativo e ter uma razão extra para sair de casa. Foi das primeiras alunas e hoje mantém-se como uma das mais entusiastas estudantes da edição 2023/24 da Academia Sénior do IPVC", revela o Politécnico de Viana do Castelo em nota de imprensa.

 

Entre Antropologia, Teatro, Saúde ou História da Arte, os cerca de 60 alunos da Academia Sénior do IPVC têm também aulas de canto e decidiram fazer parte do coro académico do Politécnico de Viana do Castelo. Subiram ao palco do auditório Professor Lima de Carvalho, no edifício dos Serviços Centrais do Politécnico de Viana do Castelo, para a primeira atuação em público do Coro Académico do IPVC, formado, curiosamente, por pessoas já todas reformadas, mas que viram na Academia Sénior do IPVC uma forma de se manterem ativas e atualizadas, mas também uma forma de continuarem a contar as suas histórias.

 

Arminda Martinez formou-se em Medicina e foi médica durante toda a vida. Hoje, já reformada, aproveita o tempo livre, e a boa disposição, para momentos de convívio e partilha, mas também para continuar a somar conhecimento e experiências: “O meu marido, já depois da reforma, também estudou no Politécnico de Viana do Castelo. Quis fazer algumas disciplinas que não tinha tido oportunidade de fazer quando estava no ativo. Isso não me apeteceu fazer, mas quis continuar a fazer coisas”, começa por descrever a antiga médica e continua para explicar a razão pela qual ainda é, para muitos, a doutora Martinez: “Fui médica dos filhos de alguns dos meus colegas aqui na Academia e eles, que sempre me trataram por doutora Martinez, não quiseram agora mudar”.

 

Quem também se orgulha de ter sido dos primeiros a inscrever-se na Academia Sénior do IPVC foi o casal Mari Berta Teixeira e António Meira. Aos 78 anos, a antiga professora de Português-Francês dá “por bem empregue todo o tempo que passa na Academia”. Não queria passar os dias em casa, sem fazer nada”. Além disso, na Academia Sénior do IPVC criou um grupo de amigos com o qual não só aprende e partilha experiências e memórias, mas também com quem cria novos momentos: “Não sinto a idade, com as pernas direitinhas e a cabeça também, ainda faço muitas coisas que dizem que já não são para a minha idade. Aliás, tenho provado que a idade não tem de ser um peso”.

 

E SE ESTIVEREM PRESTES A CONCLUIR O CURSO E OPTARES POR REPROVAR DE ANO?

 

António Meira, 82 anos, é uma espécie de “delegado de turma”. É ele quem “comanda as tropas” e, à sua voz, todos o seguem. Bancário durante boa parte da vida, o “senhor Meira”, como é chamado entre o grupo, afirma, com orgulho, que foi o “terceiro ou quarto” a inscrever-se na Academia Sénior do IPVC há já uma década, depois de um colega lhe ter “dado cabo do juízo”. E foi das melhores decisões. Tanto que, no terceiro ano, e na cerimónia de entrega do certificado de participação na Academia Sénior do IPVC, o “delegado de turma” decidiu comunicar que a turma tinha decidido, unilateralmente, reprovar de ano. “Estávamos a gostar tanto e queríamos continuar. Ao terceiro ano, supostamente, seria ano de terminar o curso, mas não para os alunos da Academia Sénior do IPVC.

 

Mas desengane-se quem possa pensar que a Academia Sénior do IPVC são apenas aulas. O que não faltam são momentos de convívio, como a viagem que fazem questão de fazer todos os anos. “Temos a Europa quase toda feita. Este ano, ainda não sei onde vamos, mas sei que vamos”, soma António Meira.


“Na Academia Sénior do IPVC, estou numa espécie de viagem aos tempos em que era professora de Português-Francês. Agora não sou eu a ensinar, mas continuo a aprender e, se pensarmos bem, também ‘ensino’ quando partilho as minhas experiências e histórias”, descreve Júlia Bacelar, de 69 anos, que confessa que as temáticas que mais a cativam são o Coro, o Teatro e a Saúde. E remata com um convite a todos os que, tal como ela, já reformada, querem continuar a somar sorrisos, partilhas e boas companhias.

 

A Academia Sénior do IPVC tem aulas a decorrer, preferencialmente, na Escola Superior de Educação (ESE) e na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Politécnico de Viana do Castelo.




 



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