Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo capacitam comunicação social para ocorrências de proteção civil | Peneda Gerês TV
- Jorge da Costa

- há 1 dia
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02 de junho, 2026.
A Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo promoveu esta terça-feira, no seu quartel, uma ação de capacitação técnica direcionada aos órgãos de comunicação social locais e regionais. A iniciativa procurou apresentar os objetivos, a missão e os procedimentos da corporação, tendo integrado uma vertente teórica e um período de experimentação prática.
O comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo Fernandes, esclareceu que o principal propósito do encontro passou por alinhar as formas de comunicação entre as entidades. Durante a sessão preparatória, o responsável referiu a necessidade de "(…) trabalharmos todos na mesma linguagem", através de uma abordagem que incluiu a orgânica da corporação, o processo de decisão no terreno e os erros mais comuns registados no contacto com a imprensa.

O balanço operacional da entidade foi também abordado na apresentação. Segundo os dados divulgados pelo comandante, a força de socorro registou um aumento de 19% nos alertas recebidos, passando de 5.143 ocorrências em 2024 para um total de 6.138 no ano de 2025. Esta subida na resposta a incidentes é atribuída a uma maior capacidade de organização e eficácia operacional em todo o concelho. Entre as solicitações mais habituais encontram-se as emergências médicas, inundações, quedas de árvores e estruturas, lavagem de pavimentos e ainda a prevenção ativa.
Para dar resposta a este volume de trabalho, a companhia conta atualmente com um efetivo de 74 elementos. A estrutura de pessoal integra um comandante, dois adjuntos técnicos, dezenas de bombeiros sapadores, um assistente técnico e um assistente operacional. Diariamente, o quartel garante um dispositivo de prontidão com um mínimo de 14 operacionais e um elemento de comando.
A nível histórico, a corporação vianense foi fundada a 22 de março de 1780 com a designação original de Companhia da Bomba, o que a torna no terceiro corpo de bombeiros mais antigo do país, logo após as corporações de Lisboa e Porto. Tendo como foco principal o salvamento e a proteção de pessoas e bens no município vianense, a equipa entra igualmente em ação noutros territórios sempre que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil o solicita. As suas valências operacionais incluem o combate a incêndios, o desencarceramento, o tratamento de matérias perigosas, o salvamento de grande escala e intervenções em ambiente subaquático.




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