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Caminha recebe Festival POPular Inatel com seis espetáculos de entrada livre


A partir de quinta-feira nos palcos do Valadares, Teatro Municipal de Caminha, Biblioteca Municipal de Caminha e Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora.



O Município de Caminha é parceiro institucional desta iniciativa, promovida pela Fundação Inatel que pretende divulgar as práticas culturais tradicionais, no cumprimento da sua missão e enquanto entidade consultora da UNESCO para a salvaguarda do património cultural imaterial.

O Festival abre com o espetáculo musical “SAL”, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, na noite da próxima quinta-feira. São quatro espetáculos musicais, a que se juntam mais dois, destinados ao público infantil.


Para usufruir dos espetáculos, basta aparecer, de 26 a 29 nos espaços culturais que constam do programa, para ter acesso a seis momentos de garantida qualidade, uma vez que a entrada é livre.


O Festival POPular Inatel já fez sucesso em palcos de Lisboa e outros, sobretudo a sul. POPular INATEL tem por objetivo a divulgação de práticas culturais tradicionais aliando a tradição popular a novas abordagens artísticas. Há surpresas, novidades e alguns nomes bem conhecidos da Cultura e das Artes que abraçam novíssimos projetos. É o caso, por exemplo, de “Sal”, considerado “um dos mais bem guardados segredos da música portuguesa”. À bateria do João Pinheiro, à voz e à braguesa do Sérgio Pires, ao baixo do João Gil e às guitarras do Daniel Mestre com um passado comum ligado aos extintos Diabo na Cruz, juntam-se os teclados do Vicente Santos. O primeiro disco da banda que será lançado ainda este ano.


“Expresso Transatlântico” é mais uma novidade, que nasceu em 2021. Trata-se de uma nova banda lisboeta que junta Gaspar Varela na guitarra portuguesa, Sebastião Varela na guitarra elétrica e Rafael Matos na bateria lançou o seu EP de estreia homónimo no final do ano passado que tem recebido os maiores elogios do público nacional e internacional.


"Omiri" é outro dos grupos que vamos poder ver, descrito como “um dos mais originais projetos de reinvenção da música de raiz portuguesa”. Nos últimos anos, “Omiri” consagrou-se como um projeto internacional, levando toda a portugalidade aos quatro cantos do mundo e atuando nos maiores festivais nacionais e internacionais como a Womex, Reepperbahn, Eurosonic, Rudolstadt, Kaustinen, Viljandi, Dranouter, Live at Heart, Exib Musica, Iminente, WestWay.


Os palcos de Caminha têm também encontro marcado com “Diabo a Sete”, uma banda folk-rock portuguesa que cruza ritmos, melodias e instrumentos associados à matriz tradicional, com letras e sonoridades contemporâneas.


Para os mais novos há boas propostas. A Krisálida vai apresentar “Gota a gota a água esgota”. A sinopse descreve: “E, antes de chegar ao 7.º dia, o Criador achou que o planeta deveria ter um Ser Humano. Da sua criação resulta um Clown que acaba por se sentir só. Forçando o Criador a arranjar-lhe companhia, o Clown dá de caras com outro Clown ligeiramente diferente dele. Ambos irão descobrir que este planeta, outrora tão azul e tão verde, tem os seus recursos finitos”. A peça é para maiores de três anos.


Finalmente, “Da Seiva à Árvore”, um espetáculo-oficina, criação dos SEIVA para convidar os mais novos a conhecer melhor a música tradicional e a identidade cultural do nosso País. “Da Seiva à Árvore” quer dar a conhecer o passado musical através das canções que faziam parte do quotidiano num passado recente: “as canções ligadas aos ciclos agrícolas, às romarias, às festas. Realidade de um país mais rural que cantava, numa altura em que as grandes máquinas ainda não tinham invadido os campos”.



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