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Caminha: Rui Lages defende uma Proteção Civil "ágil, desburocratizada, com meios e recursos e que deixe a população segura e em paz"

A Câmara Municipal de Caminha juntou, ontem, quase duas dezenas de especialistas nas diversas áreas da Proteção Civil, proporcionando uma reflexão profunda e transversal, que se desenvolveu ao longo de todo o dia, e que aconteceu no Valadares, Teatro Municipal de Caminha. A Conferência Intermunicipal de Proteção Civil, uma organização da Câmara Municipal, foi mais uma das iniciativas que, ao longo deste mês de março, o Município está a promover, sendo também este o objeto do “Mês Temático”.




pessoas sentadas a uma mesa debatebdo um assunto

Reunindo representantes das diferentes autoridades envolvidas na problemática, políticos, técnicos municipais de várias autarquias, jornalistas, académicos portugueses e espanhóis, a Conferência Intermunicipal de Proteção Civil, incluiu quatro painéis, quatro convidados cada, que fizeram intervenções individuais seguidas de debate. "A complexidade do tema e o interesse das diversas participações levou a que os trabalhos se prolongassem até à noite, sempre com vivacidade e entusiasmo", refere o município em nota de imprensa.


A sessão foi aberta pelo Presidente da Câmara, que defendeu desde logo a importância de valorizar este setor no âmbito das políticas públicas de proximidade, lançando um desafio: “a conferência podia muito bem ser: quem protege a Proteção Civil”! Rui Lages admitiu que, ao longo das últimas décadas evoluiu-se, mas considerou que este é ainda, algumas vezes, um caminho lento, mal-entendido e subvalorizado: “entendo desde sempre que um olhar sobre as questões da Proteção Civil deve ser corporizado por medidas objetivas. Batemo-nos sempre com uma questão: não é a falta de planeamento, que essa existe; não é a falta de vontade, que essa existe; não é a falta de saber científico e especializado, que esse existe - a questão com que sempre nos debatemos é a falta de recursos, que se pode resumir à falta de financiamento para implementação das políticas públicas necessárias”.


“Ouvimos sempre que faltam recursos financeiros, humanos e materiais. Falta sempre o corpo de que a alma necessita. Os bombeiros precisam de valorização, não apenas de carreiras, mas da sua atividade num todo. Necessitam de mais meios por forma a não estarem dependentes de boas vontades de presidentes de Câmara. A GNR, a Autoridade Marítima, o ICNF, as Forças Armadas, o INEM, os Sapadores Florestais, as Juntas de Freguesia; todos eles têm sempre em comum a necessidade de ter mais dinheiro para prestar o seu apoio de forma robusta, concertada e eficaz”, frisou o autarca.


Rui Lages lembrou que, no concelho de Caminha existem quatro equipas de intervenção permanente (subsidiadas pela Câmara Municipal), duas corporações de Bombeiros (subsidiadas pela Câmara Municipal), um Gabinete de Proteção Civil (pago pela Câmara Municipal), um Gabinete Técnico Florestal (subsidiado pela Câmara Municipal), uma equipa de sapadores (subsidiada pela Câmara Municipal).


O Presidente sublinhou ainda que, o esforço que se pede à Proteção Civil é desmedido – “não falo em gastos, mas em investimento. É importante que os governos olhem para este setor com outros olhos. Temos de saber captar fundos comunitários. Longe vai o tempo em que a Proteção Civil se fazia à custa de boa vontade e carolice. Cada vez mais estamos profissionalizados e os que não estão, acreditem, que para lá caminham", preconizou.


Recordando que a Câmara dedica este mês à Proteção Civil, Rui Lages defendeu uma Proteção Civil “ágil, desburocratizada, com meios e recursos que a todos nos orgulham e que, acima de tudo, deixem a nossa população segura e em paz”.


Estavam lançados vários desafios e as primeiras intervenções deixaram logo muito claro que o assunto é muito sério e que a problemática da Proteção Civil vai ganhar ainda mais importância no futuro, mercê, até, das alterações climáticas, cujos efeitos se vão agudizando e aproximando de todas as populações. Foi o caso da intervenção de Joaquim Mamede Alonso, investigador, coordenador técnico-científico do Plano Intermunicipal para as Alterações Climáticas, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, e docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). O responsável lançou um tema que, por estes dias, parece irreal, mas cujos indicadores fazem crer que poderá ser uma realidade no futuro: a possibilidade de algumas zonas do interior do Alto Minho passarem a ter problemas de falta de água. “Tenho acompanhado os trabalhos do painel internacional para as alterações climáticas, enquanto um dos revisores do último relatório, e se até há pouco tempo estava preocupado, quando trabalho no plano intermunicipal e planos municipais, já não diria preocupado, fico efetivamente, enfim, não sei se o termo assustado será o melhor”, disse.


Durante a manhã falou-se ainda da importância da Comunicação entre os diversos atores e com a sociedade, tendo como interlocutores os órgãos de Comunicação Social. A tarde foi sobretudo dedicada a questões mais técnicas, partilha de experiências de vários municípios e papel das forças de segurança.




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