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Cerveira assinala Restauração da Independência com programa que pretende destacar o concelho



No próximo dia 1 de dezembro, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai assinalar a Restauração da Independência, com um programa que pretende destacar o papel do concelho nesta efeméride. Entre os diferentes momentos do programa destaca-se a conferência “O papel de Cerveira na Restauração da Independência”.

As comemorações iniciam às 10h00, na Porta do Castelo de Cerveira, com a restituição Solene da Bandeira Nacional ao Castelo D. Dinis, acompanhada de uma atuação musical pela Academia de Música Fernandes Fão. Segue-se, às 10h30, a visita a alguns monumentos ‘seiscentistas’ relevantes na Restauração da Independência, nomeadamente, ao Baluarte de Stª Cruz e aos restos da Muralha Moderna, entre outros. Às 11h30, na Biblioteca Municipal, vai realizar-se a conferência “O papel de Cerveira na Restauração da Independência” proferida por Antonio Soliño, Arquiteto e Investigador do Instituto de Estudos Miñoranos e por Rita Costa, Historiadora, Investigadora e Diretora do Jornal ‘Cerveira Nova’.

Recorde-se que Vila Nova de Cerveira teve um papel preponderante na Restauração da Independência, tendo defendido parte da raia com a construção de monumentos e fortificações para o efeito. Monumentos esses, como o Forte de Lovelhe, o Fortim da Atalaia e a cerca da muralha nova no centro da Vila, que subsistiram até aos dias de hoje.


Porque é que é feriado nacional no dia 1 de dezembro? Restauração da Independência


A dinastia espanhola dos Filipes governou Portugal entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.


Portugal vivia dependente da monarquia hispânica, sofria sucessivos ataques às suas colónias, por parte das duas potências, Inglaterra e Holanda, que eram inimigas de Espanha e via ser aumentada a carga fiscal tributada ao seu povo. A piorar a situação, os espanhóis serviam-se das tropas portuguesas para combater nas guerras que tinham com outros países. Tudo isto provocou um profundo descontentamento dos portugueses contra a União Ibérica.


Assim, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, 120 conspiradores invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava o país desde 1580. Miguel de Vasconcelos, que representava os interesses castelhanos, foi morto a tiro e atirado pela janela. A Duquesa de Mântua era vice-rainha de Portugal, à data, e foi detida e levada para o Convento de Santos.

Foi do balcão do Paço que foi proclamada a coroação do Duque de Bragança, futuro D. João IV, e foi também dali que foi ordenado o cerco à guarnição militar do Castelo de S. Jorge e a apreensão dos navios espanhóis que se encontravam no porto. Até ao final de 1640 todas as praças, castelos e vilas com alguma importância tinham declarado a sua fidelidade aos revoltosos.

A restauração da independência só seria reconhecida pelos espanhóis 27 anos depois, com a assinatura do Tratado de Lisboa.


Desde 1823 que o 1.º de dezembro é feriado nacional, celebrando-se o dia da Restauração da Independência.


(Fonte: RTP ensina)





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