CIM Alto Minho exige ao Governo obras prioritárias nas acessibilidades da região | Peneda Gerês TV
7 de setembro, 2026.
O presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho, António Barbosa, apresentou, esta segunda-feira, 7 de setembro, na Villa Moraes, em Ponte de Lima, um documento estratégico subscrito pelos dez autarcas da região que elenca os investimentos prioritários nas acessibilidades rodoviárias.
O Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho apresentou um documento estratégico subscrito pelos dez autarcas da região para definir os investimentos prioritários nas acessibilidades rodoviárias do território. A iniciativa decorreu na Villa Moraes, em Ponte de Lima, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento económico e a mobilidade local.

O acordo subjacente a este plano foi alcançado no início de julho durante uma reunião realizada em Paredes de Coura, refletindo o consenso de todos os municípios do distrito de Viana do Castelo. Com esta tomada de posição, os autarcas pretendem alterar o paradigma de negociação com o Governo de Portugal, exigindo respostas concretas para as necessidades estruturais da região e colocando fim a uma era de descentralização de fundos sem estratégia intermunicipal consolidada.
O documento estabelece intervenções urgentes em várias frentes geográficas. Entre as principais exigências encontram-se o desenvolvimento do eixo do Vale do Minho, com intervenções de ligação a Valença, Monção e Melgaço, e a requalificação da ligação rodoviária desde Ponte da Barca até à fronteira da Madalena, no Lindoso.
O plano reivindica igualmente a execução da variante a Ponte de Lima, a criação de melhores acessos ao Porto de Mar de Viana do Castelo e a construção de uma nova ponte transfronteiriça entre Caminha e a localidade espanhola de A Guarda. O documento aponta ainda a resolução do desnível de trânsito em pontos críticos, como a Estrada Nacional 13 e a variante de Viana do Castelo.
Durante a apresentação, António Barbosa sublinhou a importância da união regional para fazer face aos atrasos crónicos no investimento público. O dirigente lembrou que a economia local assume um peso relevante na balança nacional e lamentou o histórico de infraestruturas no território. "(…) nós pegamos no nosso carro e andamos por esse país fora (…) rapidamente percebemos que há um conjunto de territórios que andam a reclamar por infraestruturas (…) eu acho que o Alto Minho andou sempre (…) ao contrário", afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal.
O dossiê foi já apresentado ao ministro das Infraestruturas no âmbito de uma reunião recente, assumindo-se como um guião inegociável para futuras reivindicações. A estrutura intermunicipal pretende que as empreitadas avancem sem novos bloqueios burocráticos ou sucessivos estudos que atrasem a execução no terreno.
Após a consolidação do tema da mobilidade, os autarcas planeiam estender o modelo de reivindicação conjunta a outras áreas críticas, nomeadamente a saúde, a habitação e a execução dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.





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