Exportações de Viana do Castelo crescem 33,4% em março de 2026 | Peneda Gerês TV
- Jorge da Costa

- 21 de mai.
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21 de maio, 2026.
O tecido empresarial registou, em março de 2026, um crescimento homólogo que posicionou as exportações de Viana do Castelo em 139.142.360 euros, representando um aumento de 33,40% face ao período homólogo do ano anterior. De acordo com os indicadores oficiais publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 21 de maio de 2026, o dinamismo das vendas industriais locais para o mercado externo na capital do Alto Minho triplicou o ritmo de crescimento médio nacional, promovendo uma consolidação económica de relevo para toda a sub-região.
Desempenho local supera indicadores nacionais
A evolução das transações comerciais externas das empresas vianenses demonstra uma trajetória de forte aceleração em termos nominais. Em março de 2025, o volume exportado fixou-se em 104.303.848 euros, o que traduz um acréscimo absoluto de 34.838.512 euros em apenas um ano. Conforme a nota de imprensa do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Viana do Castelo, as vendas externas locais "dispararam consideravelmente" no período em análise, registando uma dinâmica muito acima dos indicadores nacionais e regionais.

A nível do comércio externo global de bens de Portugal, o mês de março de 2026 assinalou uma recuperação homóloga nominal de 10,62% nas exportações e de 11,60% nas importações. Este comportamento inverte as contrações observadas no início do ano, quando as exportações de bens nacionais caíram 14,1% em janeiro e 14,9% em fevereiro. Neste cenário de retoma moderada nacional, o crescimento de 33,40% registado pelas empresas de Viana do Castelo triplicou a média nacional.
Âmbito Geográfico | Exportações em Março de 2025 (EUR) | Exportações em Março de 2026 (EUR) | Variação Homóloga Nominal (%) |
Viana do Castelo | 104.303.848 | 139.142.360 | +33,40% |
Região do Norte | — | — | +0,40% (referente ao 3.º Trimestre de 2025) |
Portugal (Nacional) | — | — | +10,62% |
Consolidação estrutural e ultrapassagem histórica do Porto
O crescimento verificado não representa uma flutuação estatística isolada, inserindo-se numa tendência sustentada de médio prazo. Segundo as análises trimestrais do relatório Norte Conjuntura, publicado pela CCDR-N, o concelho vianense "tem demonstrado uma evolução robusta" no panorama industrial. O Gabinete de Comunicação do município salienta que, se em março de 2025 o concelho exportou cerca de 104 milhões de euros, "em março de 2026 a receita atingiu os 139.142.360 euros, num aumento próximo dos 35 milhões de euros (…)".
Esta trajetória de valorização permitiu a Viana do Castelo alcançar a sétima posição entre os maiores concelhos exportadores da Região Norte em 2025, num universo de 86 municípios. De acordo com os dados históricos, a capital do Alto Minho superou o concelho do Porto, que se posicionou em oitavo lugar. A consolidação das exportações de Viana do Castelo reflete uma especialização em setores industriais de forte valor acrescentado, diferenciando o município de grandes centros administrativos da região através de uma matriz eminentemente exportadora de bens.
Indicador e Período de Referência | Registos Estatísticos de Viana do Castelo | Variação Homóloga Associada (%) |
1.º Trimestre de 2025 (Exportações) | — | +23,50% |
Setembro de 2025 (Exportações) | — | +29,20% |
Outubro de 2025 (Exportações) | 121.751.993 € | +18,00% |
Março de 2026 (Exportações) | 139.142.360 € | +33,40% |
Investimentos em infraestruturas e a economia do mar
O reforço da capacidade competitiva do concelho está diretamente associado a investimentos logísticos estruturantes realizados nos últimos anos. A concretização de novas acessibilidades rodoviárias ao Porto de Mar de Viana do Castelo tem sido descrita em relatórios económicos como um fator crítico para melhorar o fluxo de mercadorias das empresas exportadoras instaladas na região.
O investimento nesta infraestrutura comercial permitiu uma otimização das operações aduaneiras e de transporte marítimo, essenciais para o escoamento de produtos de metalomecânica, componentes automóveis e energia.
Adicionalmente, o foco estratégico no desenvolvimento sustentado de atividades associadas à Economia do Mar tem impulsionado a fixação de indústrias de alta tecnologia e capacidade exportadora na região ribeirinha.
Esta base industrial diversificada atua como um estabilizador económico, mitigando o impacto das oscilações de emprego registadas no Alto Minho em períodos anteriores e posicionando o concelho como um dos principais eixos de atração de investimento direto estrangeiro na Região Norte.




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