Festival da Lampreia do Rio Minho iniciou hoje em São Pedro da Torre | Peneda Gerês TV
- Jorge da Costa

- há 2 dias
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20 de março, 2026.
O Festival da Lampreia do Rio Minho arrancou hoje em São Pedro da Torre, Valença, transformando a freguesia na capital gastronómica da região até ao próximo domingo, com uma oferta marcada pela tradição e por preços mais acessíveis aos visitantes.
O certame abriu as portas com expectativas elevadas por parte da organização e das entidades locais. Cristóvão Pereira, Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro da Torre, reafirmou no arranque do evento que a localidade é o destino de eleição para os apreciadores deste pitéu. "Estamos na capital da lampreia, comer lampreia é em São Pedro da Torre (...) estamos preparados para servir portugueses e espanhóis (...) e garantidamente vai ser um sucesso", afirmou o autarca, destacando o "amor e carinho" colocados no serviço aos visitantes.

Este ano, o Festival da Lampreia do Rio Minho beneficia de uma maior abundância do recurso no rio, apesar dos sobressaltos meteorológicos do início do ano. Nuno Ferreira, Presidente da Associação Carochos, explicou que, após as dificuldades causadas pelas cheias, este "acabou por ser um ano mais profícuo em lampreias". Esta realidade permitiu uma redução direta no custo dos pratos, tornando o evento mais inclusivo. "Esta melhoria permitiu-nos praticar preços mais acessíveis do que nas duas últimas edições (...) porque queremos que este festival continue a ser vivido por todos", sublinhou o responsável.
À mesa, a lampreia é apresentada em diversas variantes, desde o arroz e a versão à bordalesa até à novidade das pataniscas, que este ano integram formalmente o menu após o sucesso experimental da edição anterior. José Manuel Carpinteira, Presidente da Câmara Municipal de Valença, destacou a importância de "valorizar a pesca, valorizar a lampreia e valorizar o território" através deste esforço coletivo que envolve a autarquia, a associação Carochos, a junta de freguesia e a comissão de festas.
Para além da vertente gastronómica, o festival projeta já o seu crescimento futuro. A recente aquisição do antigo complexo da Fábrica da Veiga pela Junta de Freguesia de São Pedro da Torre com a ajuda do Município, é vista como um passo decisivo para dotar o evento de um espaço próprio e mais qualificado. Segundo Nuno Ferreira, esta infraestrutura permitirá reforçar a qualidade e a sustentabilidade a longo prazo de um festival que "não é apenas um evento gastronómico", mas sim "identidade, tradição e comunidade".




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