Filme "Fosfeno" rodado em Arcos de Valdevez estreia-se em novembro a nível nacional | Peneda Gerês TV
4 de novembro, 2026.
O filme documental "Fosfeno", realizado por Miguel Filgueiras e rodado maioritariamente em Arcos de Valdevez com o apoio do município, estreia-se a nível nacional nos dias 21 e 28 de novembro de 2026 no âmbito do 13.º Porto/Post/Doc.
O filme documental "Fosfeno", da autoria do realizador Miguel Filgueiras, prepara-se para chegar aos ecrãs nacionais em novembro de 2026, com exibições agendadas no âmbito da 13.ª edição do Porto/Post/Doc – Film & Media Festival. A produção, rodada maioritariamente no concelho de Arcos de Valdevez, conta com o apoio institucional do município e promete levar a identidade paisagística arcuense até aos espectadores de várias regiões do país.

A primeira paragem desta estreia nacional acontece a 21 de novembro, pelas 19h00, com a exibição do documentário marcada para a Sala 1 do Batalha Centro de Cinema, localizado no Porto. Logo depois, a segunda sessão decorrerá a 28 de novembro, pelas 16h00, no Teatro Municipal M. Constantino Nery, situado na cidade de Matosinhos, permitindo ao público nortenho contactar de perto com a obra.
Captado integralmente nas montanhas do Noroeste Ibérico, o filme constrói a sua narrativa em redor do Garrano, o cavalo autóctone que acompanha toda a viagem visual proposta pelo realizador. A película cruza os caminhos dos seres humanos e não humanos que povoam estas paragens, desenhando um retrato profundo da vida que anima o território.
Através de uma linguagem cinematográfica que desafia as fronteiras do real e do simbólico, a obra propõe uma reflexão ponderada sobre a ligação umbilical entre o ser humano e a natureza. No centro da narrativa desenrola-se um confronto latente e fascinante entre o mundo selvagem, o domínio indomável e a marca indelével da civilização.
Antes de alcançar estas salas de cinema nacionais, o documentário construiu um percurso internacional de relevo, tendo conhecido a sua estreia mundial na prestigiada competição Film Forward do Thessaloniki Documentary Festival, na Grécia. A rota internacional levou depois a película a certames de referência como o Trento Film Festival, em Itália, o FIFEQ, no Canadá, o Festival Cinemística de Granada, em Espanha, e o ARKIPEL – Jakarta International Documentary & Experimental Film Festival, na Indonésia, estando ainda prevista uma passagem pelo SiberiaDoc International Film Festival, na Rússia.
A ligação umbilical ao território de Arcos de Valdevez traduz-se numa valorização evidente da riqueza natural e paisagística das montanhas locais, colocando em destaque a relevância histórica e ecológica do património associado à raça Garrano. Com este apoio, a autarquia fomenta a projeção cultural e identitária do concelho, afirmando-o de forma consolidada enquanto destino privilegiado para produções cinematográficas de âmbito nacional e internacional.
Este trabalho marca a estreia de Miguel Filgueiras no formato de longa-metragem documental, somando-se a um percurso autoral que inclui o documentário "Alto do Minho", lançado em 2012 e exibido em 18 festivais internacionais de renome como o Margaret Mead Film Festival, em Nova Iorque. O realizador conta igualmente no seu currículo com os ensaios documentais "Rendufe" e "Black Bombay", ambos estreados em 2016 e distinguidos com prémios em territórios como os Estados Unidos e a Suécia.





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