Igreja do Espírito Santo de Arcos de Valdevez recebeu visita encenada Félix e Smith | Peneda Gerês TV
1 de outubro, 2026.
A Igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, foi palco, no passado sábado, dia 26 de setembro, de uma visita encenada integrada na programação das Jornadas Europeias do Património 2026.
A iniciativa cultural decorreu no âmbito da programação oficial das Jornadas Europeias do Património 2026, tendo convocado a comunidade arcuense para uma nova perspetiva sobre os tesouros locais. A ação, promovida conjuntamente pelo Espaço Valdevez e pelo Centro Interpretativo do Barroco, proporcionou uma abordagem original à história religiosa e artística do concelho.

Durante o percurso, os participantes tiveram oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a Igreja do Espírito Santo, cruzando elementos de investigação histórica com momentos de representação cénica e apontamentos musicais cuidadosamente integrados no ambiente arquitetónico do templo.
O figurino da visita teve como elemento central a recriação da figura de Félix Alves Pereira, uma personagem inspirada no reconhecido arqueólogo arcuense, que assumiu as funções de guia e conduziu o público através dos traços artísticos mais marcantes do edifício.
A narrativa desenhou-se entre os valiosos exemplares de talha dourada, a pintura e a escultura que ornamentam o espaço, permitindo aos presentes observar de perto detalhes patrimoniais muitas vezes votados ao desconhecimento do grande público.
A proposta artística integrou ainda a participação especial evocativa de Robert Chester Smith, historiador de arte norte-americano cujo trajeto académico esteve profundamente ligado ao estudo do Barroco português e à análise de antigos registos da Irmandade do Espírito Santo.
Através da interligação entre estas figuras históricas e a consulta de documentação de época, a assistência foi guiada por episódios inéditos e curiosidades que enriqueceram a experiência cultural proporcionada ao longo da tarde de sábado.
A encenação esteve a cargo da Associação Movimento Incriativo, entidade que soube dosear o rigor documental com a ficção, introduzindo notas subtis de humor e promovendo a interação direta com os espetadores presentes na igreja.
Com este formato dinâmico, os promotores pretenderam demonstrar que a divulgação do património histórico e artístico pode assumir contornos mais acessíveis e cativantes, estimulando o interesse coletivo pela preservação da memória local.
No balanço da atividade, os responsáveis pela programação destacaram o forte acolhimento por parte do público, endereçando um agradecimento a todos os cidadãos que se associaram a esta viagem pelas raízes e pela identidade cultural de Arcos de Valdevez.





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