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Investigadora Marta Nunes Silva vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea



O Conselho Cultural da Universidade do Minho acaba de atribuir o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2022 à investigadora Marta Nunes Silva, do Instituto de História Contemporânea, pela obra “O auxílio à emigração irregular para França e a figura do intermediário no interior rural português (1957-1974)”.

“É um orgulho e uma honra receber a distinção”, admite Marta Nunes Silva, citada pela UMinho na nota de imprensa enviada às redações. Na sua tese, defendida na Universidade Nova de Lisboa, a investigadora foca a figura do auxiliador da emigração irregular na ditadura em Portugal, resgatando-o do “desconhecimento histórico”. Evidencia o papel deste nas relações sociais rurais e entre os poderes central e periféricos do Estado, bem como os interesses implicados na emigração e a repressão policial no Estado Novo.


O Prémio Victor de Sá de História Contemporânea é o galardão nacional mais prestigiado para jovens investigadores da área. Esta 31ª edição voltou a ter muitos participantes, na maioria com teses de doutoramento, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea.


O júri do Prémio atribuiu ainda menções honrosas a Luís Pimenta Lopes, professor da Universidade da Madeira, pela tese “A receção do Holocausto em Portugal: mediação e debate intelectual do pós-guerra até 1968”, defendida na UMinho, e a Francisco Henriques, diretor científico do Museu Nacional do Pão, pela tese “Indústria, comércio externo e intervenção pública. As conservas de peixe no Estado Novo (1927-1972)”, defendida na Universidade de Lisboa.

Luís Pimenta Lopes

Francisco Henriques

A cerimónia de entrega das distinções está agendada para 15 de dezembro, na Reitoria da UMinho, em Braga. A vencedora vai receber 3500 euros e as menções honrosas têm o valor de 500 euros. O júri foi presidido pela professora Fátima Moura Ferreira (UMinho) e teve como vogais os professores Paulo Jorge Fernandes (Universidade Nova de Lisboa) e Cláudia Ribeiro (Universidade do Porto).

Este galardão foi instituído há 31 anos, com base numa doação do professor, historiador e humanista Victor de Sá (1921-2004), sendo reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiado também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o prémio vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.



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