top of page

Peneda Gerês TV

Multimédia e Comunicação

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram

Pub

Montalegre Templária de 29 a 31 de julho


"Montalegre Templária" promete reavivar a história do concelho com várias atividades que gravitam em torno do majestoso castelo de Montalegre. Vão ser três dias com múltiplas atrações.



Lançado pela autarquia de Montalegre, este espetáculo surge à luz de uma candidatura intitulada "Montalegre Cultural", financiada pelo Portugal 2020, através do PO Norte, e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu (FSE).


Assim, ao longo de três dias, em Montalegre, vai haver animação com música, dança, teatro, cortejos e espetáculos de fogo, assim como acampamento militar, acampamento do povo, cavaleiros, homens de armas, torneios, animação itinerante, jogos medievais e passeios a cavalo.


RESENHA HISTÓRICA


Território compreendido nos domínios do reino de Portugal desde a sua independência, a povoação recebeu Carta de Foral de D. Afonso III (1248-1279), em 9 de Junho de 1273, tornando-se cabeça das chamadas Terras de Barroso, época em que a construção do castelo deve ter sido iniciada, atravessando o reinado de D. Dinis (1279-1325) que garantiu à vila substanciais privilégios em 1289, visando o seu povoamento, para ser concluída, em 1331, no reinado de D. Afonso IV (1325 1357), conforme inscrição epigráfica no sopé da torre Sul.


À época da crise de 1383-1385, a vila e seu castelo tomaram partido por D. Beatriz, para serem incorporados, após a batalha de Aljubarrota, pelas forças de D. João I (1385-1433) no contexto da campanha a Chaves e ao Norte de Portugal. Nesse contexto, as terras de Barroso foram oferecidas ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira.


Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas Livro das Fortalezas, (1509), vindo a receber o Foral Novo em 1515. Um complemento à inscrição epigráfica na torre Sul informa-nos que obras de reparo foram concluídas pelo licenciado Manuel Antunes de Viana em 1580.


No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, recuperado o seu valor estratégico defensivo na raia, o castelo recebeu obras de modernização visando adaptá-lo aos então modernos tiros da artilharia.


O terramoto de 1755 não causou maiores danos ao castelo do que os da queda de uma das ameias, conforme consta das Memórias Paroquiais de 1758. De acordo com esta fonte, resposta ao inquérito geral formulado pelo Padre Luís Cardoso a todas as freguesias do reino após o terramoto, o então pároco de Montalegre, Padre Baltazar Pereira Barroso, juntamente com os padres Bento Gonçalves dos Santos e José Pereira Carneiro, datada de 19 de março de 1758, informam que a fortificação, constituída por quatro torres ligadas por uma muralha, era defendida por uma muralha externa e uma contra muralha com fosso. Nas muralhas rasgavam-se três portas (a Norte, a Oeste e a Sul) e um postigo (entre as portas Oeste e Sul). Sobre as muralhas, erguia-se uma estacada defensiva.

A torre de menagem, situada ao Norte, tem na base 30 a 40 pés em quadrado, 68 a 70 pés de altura. A de leste mede 30 pés de largura e 58 a 60 de altura, tendo quase todas as pedras marcadas com sinais diversos. A torre do Sul tem 15 pés de base e 50 de altura; é maciça até dois terços da altura; na base, do lado Sul, tem a seguinte inscrição: "A. Alf. 4.º Anno de 1331. Reformou o Ld.º Manuel Antunes de Viana. Anno de 1580". A do poente mede 15 pés de largura na base, e 35 de altura; é maciça até três quartos da altura.


Em 1758, no terreiro interior das torres levantava-se a casa do governador do castelo. O P. Baltazar refere-se ainda à cisterna, a fornos de cozer pão e a diversas escadas que do terreiro dão acesso às torres; descreve o revelim existente junto da porta do Norte, por onde se entrava para o terreiro, e pormenoriza o dispositivo defensivo desta porta que era a principal entrada da fortaleza. Alude às tarimbas dos soldados, às casas de oficiais e sargentos e às cavalariças então existentes junto do castelo. O segundo e o quarto andares da torre de menagem, que eram de madeira, estavam em ruínas. Em igual estado se encontravam os sobrados, os telhados e a estacaria dos muros e contramuros das torres de sueste e Sul. A de sudoeste, a mais pequena das quatro, servia para guardar a pólvora.




0 comentário

Comentarios


bottom of page