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O céu de julho de 2023

A conjunção superior de Mercúrio (posicionamento deste planeta para lá do Sol) sinaliza a primeira madrugada deste mês. Neste mesmo dia dar-se-á o instante de maior aproximação aparente (apulso) entre os planetas Vénus e Marte. Estes astros serão vistos a oeste ao anoitecer desse dia ao mesmo que a Lua surgirá sudeste à junto à constelação do Escorpião.




astros no céu onde se vê as diferentes constelações

Neste mesmo dia comemorar-se-á o 30.º aniversário das primeiras observações do cometa Shoemaker–Levy 9 pelo telescópio espacial Hubble. Este foi um cometa que se havia fragmentado aquando de uma passagem demasiado próxima a Júpiter no ano anterior, e em cujo planeta iria colidir um ano depois, sendo a primeira colisão com um planeta do sistema solar (que não a Terra) que observamos.


Dia 3 irá ocorrer a Lua cheia. Visto esta efeméride acontecer um dia e meio antes da chegada da Lua ao seu perigeu) ponto da órbita mais próximo da Terra) a Lua parecer-nos-á um pouco maior do que é habitual: é a famosa super-lua cheia.


Pelas 20 horas de dia 6 a Terra chega ao seu afélio, o ponto da sua órbita mais afastado do Sol (distando 1.0167 unidades astronómicas). Mas como nesta altura do ano o nosso hemisfério se encontra voltado na direção do Sol, acaba por receber mais radiação solar do que aquando da sua maior aproximação ao Sol.


Cinco horas após esta efeméride a Lua irá nascer junto ao planeta Saturno o qual, por estes dias, se encontra na constelação do Aquário.


Neste mesmo dia 7 perfazem 20 anos do lançamento do rover Mars Explorer Rover-B (também conhecido por Opportunity) pela NASA a partir da sua base do Cabo Canaveral. Durante 14 anos e 4 messes esta missão ajudou-nos a conhecer melhor o planeta Marte.


Um dia depois será o 90.º aniversário da publicação na revista Nature da descoberta de ondas rádio emanadas da direção do centro da nossa galáxia por Karl Jansky. Por este e outros trabalhos neste domínio Jansky é chamado de pai da radioastronomia, motivo pelo qual existe uma unidade de fluxo de radiação rádio por unidade de superfície com o seu nome (o jansky) assim como uma cratera no bordo oriental da Lua.


O quarto minguante dar-se-á na madrugada de dia 10. Neste mesmo dia dar-se-á a maior aproximação de Marte a régulo, o coração da constelação do Leão. Duas madrugadas depois iremos assistir ao nascimento da Lua junto ao planeta Júpiter.


Dia 17 terá lugar a Lua Nova. Motivo pelo qual só voltaremos a ver o nosso satélite natural ao final da tarde de dia 19, quando esta se estiver a pôr ao lado de Mercúrio.


O quarto crescente irá coincidir com a última terça-feira do mês. Dois dias depois dar-se-á a maior aproximação entre os planetas Mercúrio e Vénus.


Durante a segunda metade do mês surgirão algumas estrelas cadentes que parecerão provir da vizinhança da estrela delta da constelação do Aquário. Estes meteoros farão parte da chuva de estrelas Delta-Aquáridas, cujo pico de atividade decorre na madrugada de dia 28. Infelizmente mesmo em condições de observação ideais, este pico nunca chega a superar a vintena de meteoros por hora.

imagem do céu noturno com constelações e posição dos planetas Júpiter e Saturno
Figura 2

Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro (CITEUC e FCTUC)

Figura 1 (foto de capa): Céu a sudoeste ao início da noite de dia 3. Igualmente é visível a posição dos planetas Mercúrio Vénus e Marte e da Lua na noite de dia 20, e desta última na noite de dia 25.

Figura 2: Céu a sudoeste ao início madrugada de dia 26, com o radiante da chuva de meteoros Delta Aquáridas. Igualmente é visível a posição da Lua na madrugada de dia 10.

(imagens adaptadas de Stellarium)



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