Viana do Castelo recebe Pólo Arqueológico para agregar espólio do Alto Minho | Peneda Gerês TV
23 de setembro, 2026.
O Lote 60 do Parque Empresarial da Praia Norte foi o local cedido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo para acolher, a 21 de setembro de 2026, o futuro Pólo Arqueológico do Alto Minho, infraestrutura apresentada publicamente no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2026.
O Lote 60 do Parque Empresarial da Praia Norte vai acolher o futuro Pólo Arqueológico do Alto Minho, uma infraestrutura de escala supramunicipal destinada a conservar, valorizar e promover o espólio dos dez municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. A iniciativa foi divulgada publicamente durante uma sessão integrada nas Jornadas Europeias do Património 2026.

A concretização deste projeto resulta de um desafio lançado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte em parceria com a CIM Alto Minho. O Município de Viana do Castelo disponibilizou um espaço classificado pelo presidente da Comunidade Intermunicipal, António Barbosa, como dispondo de localização e condições de excelência para a região.
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, felicitou a CCDR-Norte pelo desafio lançado e sublinhou que o município colabora com experiência, cedência de espaço e execução da obra. O autarca destacou que a infraestrutura funcionará como um local de investigação, partilha de conhecimento, valorização, projeção e atratividade.
Por seu lado, Rui Costa, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte para a área da Cultura, classificou o projeto como dotado de qualidade, profundidade e sentido de responsabilidade, apontando-o como um exemplo de capacidade de visão e organização. Em julho passado, a autarquia aprovou a abertura de concurso público, peças e nomeação de júri para a empreitada, com um valor base de 1,230 milhões de euros.
O arqueólogo Miguel Costa explicou que o futuro pólo servirá para apoiar a gestão, o estudo e a salvaguarda do património arqueológico, concentrando no local o espólio que cada um dos dez municípios pretenda entregar. Já o arquiteto responsável, Paulo Trindade, detalhou que o piso inferior contará com área multimédia, zona de armazenamento, áreas de trabalho e um módulo externo com tanque para submersão das pirogas monóxilas.
A memória descritiva afeta ao projeto refere que se propõe um módulo cápsula para tratamento das canoas, já que estas serão submergidas em tanque descontaminante e necessitam de largos anos de estágio na preparação. O piso superior albergará zonas de estudo, espaços dedicados à academia e visitantes, gabinetes e laboratórios.
Durante a sessão pública, foi ainda assinada uma Declaração de Compromisso para a Cooperação entre o Município de Viana do Castelo e a Escola Superior de Educação da Universidade Politécnica de Viana do Castelo. O acordo estabelece a colaboração científica, pedagógica, logística e de segurança entre as instituições envolvidas.
O projeto visa assegurar condições adequadas de depósito, preservação e digitalização para espólios resultantes de intervenções arqueológicas, promovendo igualmente a integração de tecnologias digitais e a qualificação dos serviços de arqueologia de base local e regional no território do Alto Minho.





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