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The Legendary Tigerman esgota primeira noite do 22º Festival Sons de Vez

The Legendary Tigerman abriu, este sábado, 3 de fevereiro, a 22ª edição do Festival Sons de Vez, em Arcos de Valdevez, com lotação esgotada. Ao longo dos próximos sábados, até 23 de março, vão passar pelo palco do Sons mais grandes nomes da música nacional.




três artistas a tocar num palco

The Legendary Tigerman, alter-ego de Paulo Furtado, subiu ao palco da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, passava pouco das 22h00, para apresentar “Zeitgeist”, o mais recente álbum, lançado em setembro de 2023 e que marca uma nova fase na vida do artista. Acompanhado em palco por Sara Badalo (voz) e Mike Ghost (bateria), este formato trio tem sido o escolhido para a tournée de apresentação do álbum.


Em entrevista à Peneda Gerês TV, no final do concerto, Paulo Furtado explicou a essência de “Zeitgeist”: “É um conceito que tem a ver com o que define o momento, um certo momento no universo. Eu acho que nós, neste momento do mundo não temos outro zeitgeist que não o da guerra; é o estado em que nós estamos; infelizmente é o que nós vivemos e é o que nós temos receio que seja maior”, afirmou.

homem a tocar guitarra e baterista atrás

“O meu zeitgeist, neste álbum, explicou, é como se fosse a definição do meu mundo pessoal. É uma coisa mais pequenina, que tem mais a ver com o meu olhar em relação ao mundo e o meu olhar em relação ao amor, à pobreza, ao sofrimento… a todas as coisas que, no fundo, neste momento mexem comigo, e o disco e as letras têm todas a ver com esse meu olhar, é quase uma definição do meu olhar perante o mundo neste momento.”

homem empunhando guitarra no ar num concerto

Tendo em conta o que se passa no mundo, com a guerra na Ucrânia e o conflito palestiniano, Paulo Furtado, 53 anos, tenta encontrar algo de positivo para transmitir, apesar dos tempos sombrios. “Acho que, cada vez mais, a única coisa que nos pode trazer alegria e algum conforto na vida é a empatia, é o amor, é momentos como este em que podemos estar numa sala, em liberdade, sem familiares a morrer, sem pessoas a sofrer… podemos estar a celebrar a música, a arte, o amor em comunhão… é um enorme privilégio e, às vezes, não sei se consigo exprimir isso da maneira certa”, confidenciou.

capa de um álbum com um homem tatuado
"Zeitgeist" é o sétimo álbum de The Legendary Tigerman

Esta foi a sexta vez que The Legendary Tigerman passou pelo Festival Sons de Vez, um festival que considera “um marco no Norte”, e que “há poucos festivais que se possam gabar de existir há tanto tempo e ter uma programação tão sólida quanto este tem tido.” “Eu acho que há sempre uma grande inteligência a programar, desde coisas mais mainstream a coisas mais underground e acho que o público reage sempre a isso”, notou. “Acho que a educação dos públicos, muitas vezes, é arriscar e trazer coisas diferentes que, normalmente, as pessoas, se calhar, não veriam em Arcos de Valdevez e, de repente, há público para todas essas coisas diferentes!”, observou. “Eu acho que programar e a programação é um filtro muito importante da cultura que nós queremos mostrar às pessoas, quer seja aqui em Arcos de Valdevez, quer seja em Lisboa, quer seja em Paris, onde quer que seja, saber programar é uma coisa muito importante para a vida das pessoas e aqui é muito bem feito”, considerou ainda.

homem de colete a cantar e homem tatuado a tocar bateria

A programação do festival, desde o início, está a cargo de Nuno Soares, curador do Sons de Vez e diretor da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, que tenta sempre conseguir um alinhamento o mais eclético possível: “Este ano, achamos que o fio condutor é aquele que nós queremos, da diversidade, da multiplicidade de projetos, da intergeracionalidade dos projetos e, nesse sentido, acho que foi conseguido”, afirmou. “Entre esta primeira noite e o penúltimo fim de semana de 23 março, em todas as noites, 8 noites, 13 projetos verdadeiramente incríveis com diversidades brutais… Bizarra Locomotiva, por exemplo, ou Albaluna, Zeca Medeiros… é um ano, na verdade, em que nós achamos que conseguimos um equilíbrio muito positivo, mas na verdade, a música portuguesa está mais rica do que nunca; é mais fácil para o programador programar, hoje em dia, do que era no início do Sons de Vez, há 22 anos, em que os projetos eram muito poucos, quase todos concentrados na Grande Lisboa; era tudo muito difícil”, notou Nuno Soares, concluindo que “Hoje em dia o país borbulha de novas coisas e isso é muito importante, por isso, também é mais fácil programar, embora só possam ser uma dezena e pouca de projetos, nas oito datas, mas até já ficam promessas e garantias para 2025”, revelou. “Já temos coisas apontadas para 2025 e 2026!”, adiantou o responsável.

cartaz do Sons de Vez com The Legendary Tigerman "ESGOTADO"

As cerca de 300 pessoas que marcaram presença nesta primeira noite de Sons de Vez puderam ouvir músicas como Losers, Good Girl, Everyone, que fazem parte de “Zeitgeist”, num concerto enérgico, que contou, ainda, com a participação de Ray, alter-ego de Luís Raimundo, amigo de longa-data de Paulo Furtado, para cantar Bright Lights, Big City. O alinhamento contou ainda com These boots are made for for walkin’, Fix of Rock’n’Roll, Motorcycle Boy, She’s a Hellcat, entre muitas outras.

homens a cantar e a tocar em palco, juntamente com uma mulher a cantar
Ray juntou-se em palco para cantar "Bright Lights, Big City"

público assistindo a um concerto

No foyer do Auditório da Casa das Artes é possível ver uma exposição de fotografia com os melhores momentos do Sons de Vez de 2023, com “chapas” da autoria de Miguel Lobo e Marta Alves.

O Festival Sons de Vez 2024 prossegue com Budda Power Blues e TT Syndicate (10 de fevereiro), Manel Cruz e Siricaia (17 de fevereiro), Bizarra Locomotiva e NO!ON (24 de fevereiro), AGIR (2 de março), Salvador Sobral (9 de março), Albaluna e Zeca Medeiros (16 de março), e encerra a 23 de março com Tiago Nacarato e Vocal Gym Mar.




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