Viana do Castelo assina Manifesto de Cork à Ação sobre o Clima e a Saúde | Peneda Gerês TV
16 de outubro, 2026.
Viana do Castelo foi uma das 60 cidades de 22 países que assinaram, em outubro, o Manifesto de Cork à Ação sobre o Clima e a Saúde, assumindo o compromisso de implementar medidas locais na área da saúde e da sustentabilidade ambiental.
O município de Viana do Castelo integrou o grupo de 60 cidades de 22 países que assinaram o Manifesto de Cork à Ação sobre o Clima e a Saúde. A assinatura ocorreu durante a Cimeira da Organização Mundial de Saúde de Presidentes de Câmara sobre Clima e Saúde, realizada em Cork, na Irlanda. O evento foi organizado pela Câmara Municipal de Cork e pela Rede Europeia de Cidades Saudáveis da Organização Mundial da Saúde.

Mais de 100 presidentes de câmara, vereadores e representantes eleitos participaram no encontro para negociar e acordar compromissos com vista à adoção de medidas locais. Estas ações incidem sobre áreas como a natureza, a alimentação, a mobilidade ativa, a habitação e a preparação para condições meteorológicas extremas, numa altura em que aumentam as mortes relacionadas com o clima na Europa.
O município esteve representado na cimeira pelo vereador com o pelouro da Promoção da Saúde da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Ricardo Rego. O autarca participou em representação do município e na qualidade de membro do Comité Político da Rede Europeia de Cidades Saudáveis da Organização Mundial da Saúde.
No âmbito dos trabalhos, Ricardo Rego integrou o painel de palestrantes da sessão temática dedicada ao eixo "Cidades Positivas para a Natureza". O vereador municipal integrou igualmente o grupo de responsáveis políticos que apoiaram a adoção do documento estratégico.
Viana do Castelo assumiu o papel de proponente oficial do Manifesto de Cork à Ação sobre o Clima e a Saúde. A escolha justifica-se por ter sido na cidade minhota, em junho, que se iniciaram os trabalhos preparatórios do documento, durante a reunião anual e conferência técnica da Rede Europeia de Cidades Saudáveis da Organização Mundial da Saúde.
A declaração aprovada estabelece cinco áreas prioritárias de intervenção ao nível municipal. Os eixos centram-se na proteção da natureza e da biodiversidade, na promoção de sistemas alimentares sustentáveis, no incentivo à mobilidade ativa, na melhoria da habitação e no reforço da resiliência comunitária face a fenómenos extremos.
A participação do município permitiu a partilha de experiências com outras cidades europeias e o reforço da cooperação em torno dos desafios climáticos. A presença na cimeira enquadra-se na estratégia autárquica de articulação entre saúde pública, sustentabilidade e qualidade de vida.
A cimeira contou com intervenções institucionais de relevo, incluindo a abertura oficial pelo primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin. O discurso inaugural e a condução dos debates políticos ficaram a cargo de Katrín Jakobsdóttir, antiga primeira-ministra da Islândia e presidente da Comissão Pan-Europeia para o Clima e a Saúde, acompanhada pelo conselheiro científico principal, o professor Sir Andy Haines.





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