Alto Minho 4D: Ponte da Barca abre a porta do Românico na “Viagem no Tempo”

13/06/2018

A quarta porta da “viagem no tempo” pelo Alto Minho abre no próximo dia 16 de junho, em Ponte da Barca, desta vez, dedicada ao Românico.

 

A iniciativa, promovida pela CIM Alto Minho, com a colaboração do Município de Ponte da Barca, permitirá um maior conhecimento e contextualização do património artístico românico na região do Alto Minho e, mais concretamente, no concelho de Ponte de Barca.

 

Com excelentes exemplares da arquitetura românica, como são o Castelo de Lindoso, a Igreja de Bravães ou o Mosteiro de Vila Nova de Muía, Ponte da Barca foi escolhida para abrir a Porta do Tempo do Românico, numa viagem que iniciou em Caminha e já percorreu os concelhos de Monção e Ponte de Lima. A Porta do Tempo do Românico abre-se no próximo dia 16 de junho, com uma conferência dedicada ao tema, organizada pelo Centro Cultural do Alto Minho (CCAM), uma visita performativa promovida pelas Comédias do Minho/ Teatro do Noroeste, em parceria com os coletivos Talkie Walkie/ Onda Amarela; e um registo de scketchbook dinamizado pela Associação Urban Sketchers Portugal.

A iniciativa arranca com a conferência sobre a arte românica, pelas 11 horas, no Centro Interpretativo do Património Fernão de Magalhães, em Ponte da Barca. Maria Leonor Botelho, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) abordará o tema "O Românico em Portugal: génese e expansão", seguida de Lúcia Rosas, também da FLUP, que se centrará no "Românico do Alto Minho ".

 

A participação na conferência é gratuita, mas implica inscrição prévia no site da CIM Alto Minho (www.cim-altominho.pt<http://www.cim-altominho.pt>) ou no site do CCAM (www.centroculturaldoaltominho.org<http://www.centroculturaldoaltominho.org>).

 

No período da tarde, a partir das 15 horas, terá lugar uma visita performativa à igreja de São Salvador de Bravães, um dos mais notáveis testemunhos românicos do território português. O seu posicionamento, a sua densidade escultórica e sua qualidade construtiva falam-nos do tempo de nascimento de um novo reino e de um cristianismo a lutar contra os seus demónios; mas também de que forma é que os homens e as mulheres do Minho se destacaram pela força com que conseguiram esculpir a sua fé no granito, ainda que este seja rude e difícil. A visita a uma das mais emblemáticas obras arquitetónicas do Alto Minho será orientada por Alexandre Alves, e a performance estará a cargo dos artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves.

 

Os interessados nesta visita de estudo à igreja deverão marcar presença às 15 horas, junto ao Largo da Misericórdia, de onde partirá o autocarro rumo a Bravães.

 

Ainda integrada neste projeto de promoção do património do Alto Minho, está a iniciativa “Sketching com História”, que agregará em Ponte da Barca dezenas de artistas em encontros de sketching, permitindo fazer o registo do património mais significativo desta vila minhota.

 

10 concelhos: 10 Portas do Tempo

Depois do arranque em Caminha, no dia 10 de março, o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” já passou por Monção, a 7 de abril, e por Ponte de Lima, no dia 5 de maio.

 

A viagem pela história e pelas marcas que deixou no território continuará a 16 de junho, em Ponte da Barca, prosseguindo depois para Valença, a 22 de setembro, com a “Rota dos Castelos e Fortalezas”; Melgaço, a 20 de outubro, com a “Rota dos Mosteiros”; Viana do Castelo, a 17 de novembro, com a “Rota dos Descobrimentos”; Arcos de Valdevez, no dia 8 de dezembro, com a “Rota do Barroco”; Paredes de Coura, a 12 de janeiro de 2019, com a “Rota da Arquitetura Tradicional”; e, finalmente, Vila Nova de Cerveira, no dia 9 de fevereiro do próximo ano, com a “Rota do Contemporâneo ao Futuro”.

 

De referir que o projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” foi aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, no domínio do “Património Cultural”, e pretende criar uma rede de 10 rotas/ itinerários cronológicos culturais baseados na história e nos bens patrimoniais do Alto Minho. Com esta iniciativa intermunicipal, cada um dos concelhos do Alto Minho encabeçará uma dessas rotas que funcionará como o “portal” de acesso a uma “estação do tempo” (um núcleo museológico que funcionará num determinado espaço físico), que irá dispor de uma série de valências e no qual se apresentará uma sequência de recursos patrimoniais alusivos a essa rota e a serem visitados não só nesse concelho, mas em todo o território, promovendo-se um circuito (touring) cultural pelo Alto Minho e, consequentemente, a mobilidade turística na região.

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