A presença do românico no Alto Minho debatida em Ponte da Barca

20/06/2018

A presença do românico no Alto Minho foi tema das conferências que, no sábado de manhã, dia 16, decorreram em Ponte de Barca, no âmbito do projeto da CIM Alto Minho "Alto Minho 4D - Viagem no Tempo".


Para o presidente da Câmara de Ponte da Barca, a época histórica atribuída ao seu concelho é motivo de orgulho, pois "nesta rota do românico, temos aqui património edificado de grande relevância, como são exemplo os Mosteiros de Bravães, de S. Martinho de Crasto e de Vila Nova de Muía".

Augusto Marinho referiu ainda que "o Alto Minho tem um património extremamente valioso, sendo um dos grandes expoentes de atratividade do nosso turismo", pelo que classificou de "extremamente importante esta iniciativa que a CIM esta a levar a efeito".

 

O projeto será aproveitado para, em primeiro lugar, dar a conhecer à população local a riqueza do seu património, cultura e tradições, para que depois os "naturais possam com o seu conhecimento local servir de alavanca para a promoção e captação turística", explicou o autarca, na cerimónia de abertura da conferência e valorizou o trabalho cooperativo entre as Câmaras da região: "Os municípios têm uma vertente competitiva de captação de investimento para o seu concelho, e têm também uma vertente cooperativa, onde entra a CIM com projetos como este, para se conseguir uma oferta global, mais abrangente, mais atrativa, e em escala; com mais capacidade de atração para quem nos visita e mais rentabilidade para os municípios, com efeitos mais sólidos e duradouros".

"Este é um território excecional a vários níveis" afirmou a conferencista Lúcia Rosas, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que explica que a singularidade do românico no Alto Minho deve-se "à influência que sobre ele exerceu o românico galego, uma vez que a zona entre Lima e Minho esteve sujeita à Sé de Tui e não à Sé de Braga até ao século XV". Tal acontecimento deu origem a um duplo fenómeno "politicamente, estamos em Portugal, eclesiasticamente, os mosteiros e igrejas obedecem à Sé de Tui".

Essa singularidade abarca a relação com a fronteira, no âmbito da qual "os próprios mosteiros participaram numa atividade construtiva, como é o caso da construção das muralhas de Monção e Melgaço". A este fenómeno acresce o facto de esta ser a zona de Portugal onde se concentra o maior espólio de escultura românica.

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