top of page

Peneda Gerês TV

Multimédia e Comunicação

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Instagram

Pub

Estudo da Universidade do Minho recria muralha medieval de Guimarães

Tese de Luís Leite mostra visões da paisagem urbana se aquela estrutura se mantivesse.




cidade de Guimarães com recriação de parte da muralha na paisagem

Uma dissertação de mestrado na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho recriou a muralha medieval de Guimarães por fotomontagem, “colocando-a” na atual paisagem urbana. A estrutura defensiva volta a passar por zonas emblemáticas como as Portas da Vila e os Palheiros, num reimaginar urbanístico de Luís Leite.

casas junto a uma muralha

“O espaço urbano modifica-se através de constantes transformações e adaptações a novas formas de viver, por isso, a partir de referências imagéticas comuns a quem conhece a cidade, decidi criar composições fotográficas onde a muralha exerce um domínio visual forte", explica Luís Leite. Na sua série fotográfica "O restauro da Muralha", vemos por exemplo “estradas e casas intercetadas pela muralha, originando lugares desconcertantes”, acrescenta. O autor nota que não se pretende um apelo à reconstrução da muralha, mas antes uma reflexão sobre este utópico confronto.

O arquiteto e fotógrafo de 27 anos evocou também diversos espaços da cidade-berço, aliando memórias com elementos contemporâneos. Para tal, recorreu às primeiras imagens da cidade, mais especificamente à Coleção de Fotografia da Muralha - Associação de Guimarães para a Defesa do Património. Num ensaio de refotografia e sobreposição, o resultado "induz à espontânea construção de uma narrativa sobre as mudanças do próprio espaço no tempo."

muralha de pedra entrelaçada na paisagem urbana

A muralha erigida nos séculos XII-XIII protegeu o burgo de vários cercos e incluía oito portas, seis torres e dois torrilhões. No século XIX, boa parte das suas pedras de granito foi usada para a construção de edifícios públicos e privados e de vias rodoviárias. Alguns panos da muralha persistem, como na antiga Torre da Alfândega (com a inscrição Aqui nasceu Portugal e onde decorrem obras de requalificação) e nos 250 metros desde a Avenida Alberto Sampaio ao Largo da Mumadona, que possui até um percurso pedonal no interior, sobre o adarve da muralha, permitindo, num olhar superior sobre a envolvente, avistar ex-libris como o Castelo, o Paço dos Duques e o Santuário da Penha.

muralha medieval de pedra

A presença de fragmentos da muralha na malha urbana, assim como de outros muros, levou Luís Leite a estudar igualmente na dissertação a ideia alargada de “muro”, neste caso, como elemento ativo na especulação de diferentes cenários urbanos. Desde instalações de land art, barreiras temporárias ou fronteiras políticas, o trabalho aborda o conceito de limite, fazendo incursões a cenários de países como EUA, França, Chipre e Israel.




0 comentário

Comments


bottom of page