Paredes de Coura estreia "Rastros" no Centro Cultural
- Fernanda Pinto Fernandes

- 15 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
Em dias de frio e chuva, típicos da estação outonal, o espetáculo de circo contemporâneo ‘Rastros’, que estreia esta sexta-feira, 17 de novembro, como que nos transporta até julho, mês em que Paredes de Coura fervilha de animação, ruas cheias de cor e famílias inteiras divertindo-se com o irresistível Mundo ao Contrário.

"Não vamos recorrer a qualquer máquina do tempo, mas o Centro Cultural sugere-nos um espetáculo de novo circo, com a assinatura de Fernando Nogueira. E promete ser tão bom tão bom, que até integra a programação internacional de La Nuit du Cirque, ou também não tivesse a mentoria de Rui Paixão, que foi performer do prestigiado e inovador Cirque du Soleil", descreve nota da autarquia de Paredes de Coura.
Do encontro de Fernando Nogueira com o seu mentor, no Mastro Chinês, valeu a distinção de vencedor da Chamada Aberta de Circo Contemporâneo. Assim nasce ‘Rastros’, resultado de uma parceria entre o Cineteatro António Lamoso e o Centro Cultural de Paredes de Coura, cocriação que agora o público courense vai poder apreciar em estreia no seu Centro Cultural.
REFLEXÃO SOBRE A RESISTÊNCIA DAS TRADIÇÕES
"Através do Mastro Chinês, e do surgimento de seres exóticos, o espetáculo explora os dilemas apresentados ao personagem, forçando-o a enfrentar o conflito entre o antigo e o contemporâneo. Em meio a essa tensão, somos levados a refletir sobre o que nos torna verdadeiramente únicos e a questionar como podemos manter nossas raízes vivas em um mundo que está sempre se transformando”, explica Fernando Nogueira, citado em nota de imprensa, acrescentando que ‘Rastros’ é uma “comédia dramática, absurda e visual onde a tradição e a transformação dançam uma valsa excêntrica e melancólica como uma celebração intensa e visceral da humanidade”.
"O espetáculo é uma imersão de 50 minutos em um mundo de circo, teatro físico e música, que mergulha profundamente nas tradições e nos rastros deixados por tudo aquilo que não vivemos, mas que ainda ecoa em nosso caminho. A história segue a jornada de um personagem peculiar que, para proteger sua singularidade, decide se isolar do mundo exterior, construindo um refúgio contra as modernidades intrusivas. No entanto, seu isolamento é desafiado quando interferências do exterior começam a infiltrar-se em seu refúgio", descreve a mesma nota.
O espetáculo é uma poderosa reflexão sobre a resistência das tradições enquanto enfrentamos os desafios do presente em constante transformação, que nos convida a dançar no palco da existência.












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