Forte da Lagarteira Renasce como "Espaço de Memórias do Mar" | Peneda Gerês TV
- Jorge da Costa

- 8 de jul.
- 3 min de leitura
08 de julho, 2025,
O emblemático Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, reabriu portas como "Espaço de Memórias do Mar", fruto de um investimento superior a meio milhão de euros. Este novo polo cultural e turístico promete valorizar a identidade marítima do concelho de Caminha, conciliando a história militar do monumento com a sua nova vocação de lazer e cultura.

Um Olhar Sobre o Passado e um Ancoradouro Para o Futuro
A inauguração do "Espaço de Memórias do Mar" no Forte da Lagarteira marca um novo capítulo para este monumento histórico de Vila Praia de Âncora. O Presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, salientou a importância do projeto, afirmando que "a história cria presente, mas, acima de tudo, lança redes para o futuro". Este espaço, agora aberto ao público, é uma homenagem à identidade marítima da região, oferecendo aos visitantes uma viagem pelas memórias dos pescadores, pela ocupação humana do Vale do Âncora e pela vida no oceano.
Um Investimento que Celebra a Memória Coletiva
Com um investimento que ultrapassa o meio milhão de euros, a requalificação do Forte da Lagarteira é um testemunho do compromisso da Câmara Municipal de Caminha em preservar e valorizar o património local. O projeto, iniciado no final de 2022, conclui-se em um momento simbólico: o encerramento das comemorações do centenário de Vila Praia de Âncora. A complexidade da obra incluiu a descoberta e preservação de importantes achados arqueológicos, enriquecendo ainda mais o valor histórico do local.
A Marinha Portuguesa e o Reconhecimento de um Legado
O Diretor-Geral da Autoridade Marítima Nacional, Vice-Almirante José Vizinha Mirones, marcou presença na cerimónia, elogiando a requalificação do Forte. Recordando a cedência do Forte à Câmara Municipal de Caminha em 2017, o Vice-Almirante destacou a nova vocação civil do espaço, que, no entanto, mantém o seu elo com a Marinha Portuguesa. "Esta infraestrutura assume hoje um novo papel, que concilia o respeito pelo passado com a projeção do futuro, preservando a sua identidade militar e marítima e abrindo-se agora à fruição desta comunidade e ao serviço da memória coletiva e da cultura", afirmou Vizinha Mirones.
O Forte da Lagarteira, outrora um baluarte de defesa, agora serve como um "bastião, não de peças de artilharia, mas de cultura e de memória de ligação ao mar", nas palavras do Vice-Almirante. Este espaço é visto como um tributo aos homens e mulheres do mar de Vila Praia de Âncora, um centro de conhecimento e inspiração, e um ponto de encontro entre gerações.
Compromisso com o Mar e o Futuro de Caminha
Rui Lages sublinhou a importância do Forte da Lagarteira como um dos monumentos mais emblemáticos do concelho de Caminha. Destacou o novo papel do Forte na defesa da identidade, na promoção da cultura e na perpetuação de um legado secular. O Presidente da Câmara expressou ainda o desejo de manter uma parceria privilegiada com a Marinha Portuguesa e a Autoridade Marítima Nacional, reconhecendo Caminha como um território de mar e rios com enorme potencial económico e turístico.

A Câmara Municipal de Caminha reitera o seu compromisso em cooperar para a concretização de uma estação salva-vidas, visando uma resposta mais eficiente a situações de crise no mar. O investimento no Forte da Lagarteira vai além da recuperação física do monumento; ele cria um novo ponto de relevo na rede museológica do concelho, um espaço de encontro, lazer e turismo, enquanto o Forte continua a cumprir a sua missão de vigilância e informação náutica ao serviço da Marinha Portuguesa.
O "Espaço de Memórias do Mar" é o resultado de um projeto bem-sucedido que captou fundos comunitários do Programa Mar 2020 e Programa Norte 2020. O Forte da Lagarteira, classificado como Monumento de Interesse Público desde 1967, reafirma-se agora como parte integrante da paisagem e da memória de Vila Praia de Âncora, abrindo as suas portas para uma nova era de cultura e partilha.












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